Primeiro tiro da artilharia brasileira na Segunda Guerra Mundial será reencenado em Criciúma

Criciúma será palco novamente da reencenação do primeiro Tiro de Artilharia da Força Expedicionária Brasileira (FEB) durante a Segunda Guerra Mundial. Inicialmente marcado para o dia 16 de setembro, o evento foi transferido para o mês de outubro e será feito na Capela São Sebastião, no bairro Morro Albino, a partir das 14 horas.

Segundo o comandante do 28° Grupo de Artilharia de Campanha (GAC), tenente-coronel Augusto Cesar Rodrigues Fortes, a finalidade da ação que chega a sua 6ª edição no Sul de Santa Catarina é recriar com fidelidade histórica o ‘Batismo de Fogo’ do Brasil. A encenação atrai um público de aproximadamente 250 pessoas por cada edição.

“O evento encera o exato momento em que a artilharia brasileira realizou o primeiro disparo contra as forças nazi-facistas na Itália, realizado no dia 16 de setembro de 1944. Diante disso, a iniciativa visa resgatar e divulgar a história militar nacional de forma prática e imersiva para o público geral e estudantes”, frisou o comandante.

O papel educativo

Além de estudantes, o evento também reúne moradores, autoridades e familiares de pracinhas. O momento é encenado de forma conjunta com o Grupo de Reencenação Histórica Monte Castelo e militares da ativa pertencentes ao 28° Grupo de Artilharia de Campanha. As edições anteriores foram realizadas em Nova Veneza, no ponto turístico das Casas das Pedras.

“A cidade de Criciúma sediou a encenação pela primeira vez em 2025, como parte das comemorações oficiais do centenário de emancipação político-administrativa do município. Neste ano, a atividade será realizada no mês de outubro, devido algumas atividades operacionais do 28° GAC”, pontuou tenente-coronel.

Fortes ressaltou que o evento possui valor cívico, pois ajuda a despertar o patriotismo nas novas gerações e ensina o papel que o Brasil desempenhou no combate a regimes totalitários na Europa. “Também preserva a memória nacional e presta tributo à bravura dos pracinhas brasileiros, especial os mil combatentes catarinenses que lutaram em defesa da liberdade e democracia”, pontuou.

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